sábado, 4 de outubro de 2014

6 - A Direita e a Luta para Abolir a Escravidão

As varias instituições de Direita continuavam lutando para abolir a escravidão a partir da ideia dos Direitos Naturais.

Nos Estados Unidos as atitudes em relação à escravidão foram sendo alteradas; uma cláusula na Constituição protegia o comércio de escravos africanos apenas até 1808. Os estados do Norte aboliram a escravidão entre 1780 e 1804, deixando os estados escravistas do Sul como defensores dessa "instituição peculiar". 

O Segundo Grande Despertar Cristão, iniciado por volta de 1800, fez do evangelicalismo uma força por detrás de vários movimentos de reforma social, entre as quais o abolicionismo. 

As tensões entre os estados ditos livres e os estados escravistas tiveram origem sobretudo em discussões sobre a relação entre os governos estadual e federal e em conflitos violentos acerca da propagação da escravidão em novos estados.

O Partido Republicano foi fundado em 1854 por abolicionistas e em 1861 Abraham Lincoln é eleito presidente pelo partido republicano, sendo o primeiro republicano a assumir o cargo. 

Antes da sua tomada de posse, sete estados escravistas declararam sua secessão, o que o governo federal sempre considerou ilegal, e formaram os Estados Confederados da América. 

Com o ataque confederado em Fort Sumter, a Guerra de Secessão começou, e mais quatro estados escravistas aderiram à Confederação. 

Assim Abraham Lincoln, juntamente com os outros abolicionistas usaram os termos da Declaração de Independência para justificar o fim da escravidão.


Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade.

Eles partiam do principio de que só negros tinham os mesmos direitos a vida, liberdade e procura da felicidade. Por isso, quando escravizavam os negros eles estariam indo contra os princípios que fundaram a nação. E mais ainda, estavam indo contra o criador que deu a todos o direito a vida, liberdade e procura da felicidade.

Por este motivo os cristãos era os mais interessados em abolir a escravidão, pois eles compreendiam que estavam cometendo um atentado contra a fé.

A Proclamação da Emancipação de Lincoln, em 1863, declarou livres os escravos da Confederação. Após a vitória da União em 1865, três emendas à Constituição americana garantiam a liberdade para quase quatro milhões de afro-americanos que tinham sido escravos, fizeram-nos cidadãos e lhes deram direito ao voto. A guerra e a sua resolução levaram a um aumento substancial do poder federal. 
 

A Ku Klux Klan


Os membros do Partido Republicano, que sempre esteve mais a direita, utilizaram os direitos naturais da carta de independência dos Estados Unidos para abolir a escravidão. 
E a partir deste momento ficou bem mais fácil abolir a escravidão em todos os países do resto do mundo. 

Os Democratas, que sempre estiveram mais a esquerda, lutaram contra a abolição da escravatura. 

Aqui vocês podem ver um folheto de propaganda dos Democratas: 

plataforma
A União venceu a guerra e Lincoln continuou com seu mandato até ser assassinado em 1865 por John Wilkes Booth, que era um ativista sulista contrário a abolição e que apoiava os democratas. 

Outro Republicano famoso foi Frederick Douglass (1818-1895), negro que escapou da escravidão e tornou-se um dos mais bem-sucedidos líderes abolicionistas. 

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Nos EUA quando se fala em abolição da escravidão, Douglass é citado com freqüência junto com Anna Murray-Douglass, que foi sua esposa por 44 anos.

Depois de lutar pela abolição da escravidão, sua esposa iniciou sua luta a favor dos direitos das mulheres. 

As Jim Crow Laws (1876-1965), conjunto de leis estaduais decretadas nos estados sulistas que segregavam as minorias, também foram iniciativa dos Democratas. Os grupos étnicos que mais sofreram com elas foram negros e asiáticos. Essas leis foram aprovadas por Democratas e abolidas pelos Republicanos. 

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A primeira Ku Klux Klan na verdade foi fundada pelo general Nathan Bedford Forrest da cidade de Pulaski, Tennessee, em 1865 após o final da Guerra Civil Americana. Seu objetivo era impedir a integração social dos negros recém-libertados, como por exemplo, adquirir terras e ter direitos concedidos aos outros cidadãos, como votar. 

Naquela época os Democratas e uma parcela considerável da população já apoiavam o desarmamento civil justamente para aparentarem uma “superioridade moral”. Lembrando que campanhas de desarmamento é coisa de esquerda. Os Republicanos já planejavam formar uma Ong em defesa do direito de portar armas. 

Para que isso fosse possivel os Republicanos criaram a NRA (Associação Nacional de Rifles) com duas propostas principais: defender a segunda emenda que dava as pessoas o direito de portarem armas e também defender a cidadania dos negros. 

E fizeram isso dando armas e munição para que os negros se defendessem da Ku Klux Klan. 

Quando os Democratas criaram a Ku Klux Klan os Republicanos tiveram toda a força para criar a NRA (Associação Nacional de Rifles). A NRA existe até hoje como um braço dos Republicanos. A Ku Klux Klan também existe, mesmo que ilegalmente. E os Democratas negam ligações com o grupo. 

Os membros da Ku Klux Klan sempre tentaram utilizar o discurso cristão para justificar sua existência, afirmando que Deus tinha dado a superioridade para os brancos em relação aos negros. 

Contudo isto nunca colou e a maioria dos cristãos sempre foram contra esta idéia. Principalmente os primeiros abolicionistas. 

Por causa disso, em 1872 o grupo foi reconhecido como uma entidade terrorista e foi banida dos Estados Unidos. 

O segundo grupo que utilizou o mesmo nome foi fundado em 1915 (alguns dizem que foi em função do lançamento do filme O Nascimento de uma Nação, naquele mesmo ano) em Atlanta por William J. Simmons. Este grupo foi criado como uma organização fraternal e lutou pelo domínio dos brancos protestantes sobre os negros, católicos, judeus e asiáticos, assim como outros imigrantes. Este grupo ficou famoso pelos linchamentos e outras atividades violentas contra seus "inimigos". Chegou a ter 4 milhões de membros (outros dizem serem 5 milhões) na década de 1920, incluindo muitos políticos. A popularidade do grupo caiu durante a Grande Depressão e durante a Segunda Guerra Mundial. 

Principalmente por causa da oposição que receberam da maioria dos cristãos que não aceitam suas idéias. 

Uma das grandes colaboradoras da nova Ku Klux Klan foi uma feminista chamada: Margaret Sanger. 

Ela viveu entre 1879 e 1966 e foi uma enfermeira, educadora sexual e ativista norte americana do controle de natalidade como método de controle populacional e para evitar nascimentos de crianças com doenças hereditárias graves. Em 1916 fundou a primeira clínica de aborto dos Estados Unidos. 

Ela fundou a Liga Americana de Controle de Natalidade que recebeu o apoio dos Democratas desde o começo, principalmente porque era um boa estratégia para impedir o nascimento de pessoas negras. 

Margaret Sanger foi presidente da 'International Planned Parenthood Federation', de 1952 a 1959, que tinha sede na Índia, e faleceu em 1966, sendo considerada por muitos como a fundadora do moderno movimento do controle de natalidade. Sanger, no entanto, costuma ser lembrada também por seu envolvimento com a Klu Klux Klan. Suas opiniões sobre eugenia são frequentemente invocadas.

Em Um Plano para a Paz (1932), p. 106, Sanger propôs a criação de um departamento no Congresso Americano para:

Manter as portas da imigração fechadas à entrada de certos estrangeiros cuja condição seja reconhecidamente prejudicial à força da raça, tais como retardados mentais e disléxicos, idiotas, lentos, loucos, portadores de sífilis, epiléticos, criminosos, prostitutas profissionais e outros nesta classe barrados pela lei de imigração de 1924. Sanger, "A Plan For Peace", Birth Control Review, April 1932, p. 106

E, seguindo:

Aplicar uma estrita e rígida política de esterilização e segregação àquele grau da população cuja prole já seja manchada por algum defeito ou cujas características genéticas passadas de pai para filho sejam tais que traços censuráveis possam ser transmitidos aos descendentes. Sanger, "A Plan For Peace", Birth Control Review, April 1932, p. 106

Ela fundou a Liga Americana de Controle de Natalidade, em 1921, que hoje é conhecida como Grupo Paternidade Planejada.

Este grupo tem o monopólio da maioria das clinicas de aborto dos Estados Unidos e inclusive apoiam o plano Democrata conhecido como Obamacare que, entre muitas coisas, propõe que o governo pague pelos abortos.

O grupo está vendo uma grande possibilidade de lucrar com isto e quem sabe, cobrar o dobro do que normalmente cobram.

Sabe-se que a maioria das clinicas estão em bairros negros para facilitar o aborto de fetos negros. Isto, aos poucos, está acabando com a população negra nos Estados Unidos. Tudo, claro, com o apoio dos Democratas.

Aqui no Brasil não é diferente e os esquerdistas são os primeiros a apoiar estes grupos eugenistas.

A perda de respeitabilidade da Ku Klux Klan devido aos métodos brutais, ilegais ou meramente abitrários e as execuções sumárias de inocentes, unidas as divisões internas, levou à degradação de seu prestígio. 

Na década de 1930, o nazismo exerceu uma certa atração sobre a Ku Klux Klan.

Porém a aproximação com os alemães foi bruscamente encerrada na Segunda Guerra Mundial, depois do ataque japonês à base estadunidense de Pearl Harbor, quando muitos membros se alistaram no exército para lutar contra o "perigo amarelo". Só faltava o tiro de misericórdia ao império invisível. Em 1944, o serviço de contribuições diretas cobrou uma dívida da Klan, pendente desde 1920. Incapaz de honrar o compromisso, a organização morreu pela segunda vez. 

Apesar de diversas tentativas de ressurreição (num âmbito mais local que nacional), a Ku Klux Klan não obteve mais o sucesso de antes da guerra. Finalmente, o Stetson Kennedy contribuiu para desmistificar a organização, liberando todos os seus segredos no livro "Eu fiz parte da Ku Klux Klan".

Alguns klanistas ainda insistiram e suscitaram, temporariamente, uma retomada de interesse entre os WASP (sigla em inglês para protestantes brancos anglo-saxões) frustrados, que não compunham mais a maioria da população estadunidense.

Na década de 1950, a promulgação da lei contra a segregação nas escolas públicas despertou novamente algumas paixões, e cruzes se acenderam. Seguiram-se batalhas, casas dinamitadas e novos crimes (29 mortos de 1956 a 1963, entre eles 11 brancos, durante protestos raciais).

Atualmente, a Ku Klux Klan conta apenas com um efetivo de 3 mil homens em todos os antigos "estados confederados".

E recentemente teve um evento onde os negros republicanos agradeceram a NRA por ter apoiado os negros durante toda esta batalha que aconteceu e continua acontecendo contra a Ku Klux Klan. 
  
Podemos enfatizar o seguinte a partir do texto na descrição do vídeo:

Líderes Conservadores Negros discutem como a NRA foi criada para proteger os escravos libertos - VERSÃO COMPLETA

Líderes Conservadores Negros discutiram os motivos da NRA ter sido fundada e como o controle de armas é um esforço para controlar as pessoas. 

O Centro de Reabilitação Urbana e Educação (CURE) recebeu um grupo de figuras proeminentes da comunidade Afro-americana as 09:45 da sexta-feira 22 de fevereiro, no Clube Nacional de Imprensa para falar contra a legislação de controle de armas. 
CURE é o maior think tank conservador negro no país e está sediada em Washington, DC. 
CURE organizou a conferência de imprensa, em resposta as preocupações comuns aos negros conservadores de que as leis propostas no Senado irão restringir sua capacidade de defender os seus bens e as suas famílias. Eles também estão preocupados com a legislação de controle de armas pois coloca muito poder nas mãos dos políticos. 

"Eu acredito que é nosso dever nos unir e desafiar as propostas atualmente no Senado...", disse o presidente e fundador da CURE, Star Parker. 

Star Parker, colunista e outros líderes notáveis​​, autores e oradores se colocaram contra o tipo de medidas de controle de armas que o presidente Obama e seus aliados de esquerda estão propondo. O grupo acredita que a Sandy Hook foi uma tragédia nacional, mas se opõem a sua utilização como uma oportunidade para avançar o controle do governo e tirar dos cidadãos norte-americanos os seus direitos constitucionais. No meio do Mês da História Negra, CURE está chamando para um diálogo nacional sério sobre o impacto do controle de armas na comunidade negra. 

"Queremos informar aos senadores que estaremos notificando pastores, líderes empresariais e outros eleitores negros sobre a posição dos seus legisladores em relação a Segunda Emenda (...) apoiem a tradição do ex-escravo e grande orador americano Frederick Douglass, que disse: "Os direitos de um homem está em três caixas:. Urnas, caixa do júri, e caixa do cartucho" 

Um comentário:

  1. Excelente texto, pena que muitas pessoas estão a parte desta realidade.

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